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sexta-feira, 23 de março de 2012

O Vidente de HumphGadget - Os Zumbis

Ernie é o único em HumphGadget que tem o dom da visão, embora ninguém de créditos a ele por isso. Problemas com zumbis estão atrapalhando a população e um perigo embrenhado na floresta revela um segredo ocultado por décadas. Não foi por acaso, pois o destino não permite acaso. Eis um projeto meu, espero que gostem.


Um pequeno projeto que me veio à cabeça a pouco tempo...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Literatura roqueira

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Pink Floyd é referência em diversos contos da coletânea
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O rock tropicalista dos Mutantes é expressão de um gênero que se recria e se renova, absorvendo novas referências por onde passa
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O conto "Rock Suicídio", assinado por Carol Zoccoli e Cláudio Bizzotto, traz uma teoria bem-humorada sobre a morte de Raul Seixas (foto) e John Lennon
A coletânea Rock Book traz 21 contos de autores brasileiros que giram em torno do universo do rock
Gênero musical que há muito tomou o mundo por assalto e renova-se a cada geração arrebatando por completo àqueles que se deixam seduzir, o rock segue provando que é mais que um mero entretenimento juvenil. Está nos trajes, no comportamento, na forma de perceber e intervir no mundo, nos relacionamentos e, é claro, na arte como um todo. Defensor dessa amplitude em que rock se desdobra, o paulista Ivan Hegen desafiou uma leva de bons escritores brasileiros à escreverem textos literários radicados neste universo. O resultado, foram 21 contos publicados em 2011 sob o título de "Rock Book: contos da era da guitarra".

Entre os literatos do rock, alguns que fizeram parte dessa história nos palcos, como Cadão Volpato (da banda Fellini), Alex Antunes (Akira S & as Garotas que Erraram) e Danislau (Porcas Borboletas). Além deles, figuras gestadas nos braços do rock, como o inquieto poeta Glauco Mattoso, e outras premiadas da nova literatura brasileira, como Nelson de Oliveira, Sérgio Fantini e Andréa Del Fuego. "É preciso vencer os estereótipos dos dois lados: os escritores não se resignam a ser tímidos ratos de biblioteca, nem os roqueiros usam a cabeça apenas para balançar longas madeixas", brada Ivan na introdução do livro.

O contato entre a literatura e rock vem dos primórdios. Seja com os escritores beatniks que já marcaram grupos como os Beatles, desde o batismo, ou o universo obscuros de Rimbaud (que nas palavras de Paulo Leminski "se vivesse hoje, Rimbaud seria músico de rock"), inspiração maior de Jim Morrisson. Ou mesmo no sentido inverso, com letristas-poetas como Bob Dylan, que ao que consta chegou a ser cotado para o Nobel de Literatura, e o insano Iggy Pop que recentemente lançou um álbum inspirado pelo escritor francês Michel Houllebecq.

Ivan conta que a ideia nasceu como um estalo. Diante de todas essas constatações, após uma rápida pesquisa, ele percebeu que nunca se havia feita uma coleção sobre o tema. Algo, para ele, injustificável tamanha a obviedade da relação e seu potencial criativo. "Tem muito escritor bebendo essa cultura do rock. O livro é a prova de que esse diálogo existe e é forte", reforça. Ele lembra escritores como Caio Fernando de Abreu, que recorriam com frequência ao tema. "Eu trabalhei com autores vivos, então ele ficou de fora. São autores consagrados e outros mais novos, que estão em ascendência. É um livro de alto nível de literatura e rock. Para mim, rock é arte, não é só entretenimento", avalia.

Ivan destaca a influência que tem o rock nas mais diversas gerações, que fica ilustrada pela diferença de gerações entre os próprios escritores. As histórias, os estilos de escrita variam, mas em todos há o rock como um ponto comum, que independe da idade. "O mais bacana que eu queria que acontecesse é que mesmo gente que não é leitor voraz, mesmo quem se ligava mais no videoclipe e ler quadrinhos está descobrindo, se identificando com o livro. Cada um tem os seus prediletos", completa.

Contos
O conto de abertura do livro já dá a prova da qualidade literária defendida por Ivan. "Hell´s Angel", da paulistana Márcia Denser, foi incluído por Ítalo Moriconi na coletânea "Os cem melhores contos brasileiros do século". Conhecida na capital paulista nos anos 1980 como a musa dark da literatura, Márcia narra em primeira pessoa as desventuras de seu alterego Diana Caçadora em um encontro com um jovem motoqueiro.

O ex-roqueiro e crítico de música Alex Antunes narra em duas cenas - lado A e lado B - os relacionamentos transgressores que assumem formas não convencionais embalados pelo compasso do rock. Em "Fenômeno fenomenal", Nelson de Oliveira narra a avassaladora chegada do rock ao mundo, sem o qual o século XX não seria lembrado. Escrito a duas mãos - por Carol Zoccoli e Cláudio Bizzotto - "Rock suicídio" é um artigo bem humorado que tenta provar matematicamente que todo roqueiro morto, suicidou. E tomam por exemplo Raul Seixas, John Lennon e Araquém Pega Ninguém. "A vida de músico de Raul foram altos e baixos, mas no último baixo ele já não estava lá com muita paciência", argumentam os autores.

Outra pincelada de humor vem no escracho do jornalista cearense Xico Sá. Em "Macunaemo", ele funde os predicados do anti-herói de Mário de Andrade com a expressão sofrida do roqueiro adolescente de hoje para explicar o tipo do brasileiro metropolitano de nossos dias. "Metade preguiçoso qual a matriz de Macunaíma; metade chorão, cordial e sensível como um globalizado roqueiro emo", define.

O autor da coletânea, Ivan, traça um verdadeiro almanaque do rock em "Microfonia", narrando a convivência de um casal pontuada por bandas e letras de músicas, uma para cada humor, para cada argumento de uma discussão, para cada situação.

Pouco a pouco, o livro nos transporta para as décadas em que as guitarras ditam a regra. Até nas ousadias das adolescentes de Andréa del Fuego, em "Livre do som" - que tentam passar-se por roqueiras para enturmar-se entre góticos e rockabillys - a história do rock aos poucos é costurada, seus ídolos, seus sons e nossas lembranças. É tudo rock´n roll.

LIVRO
Rock Book: Contos da Era da Guitarra
Organização: Ivan Hegen
Editora Prumo
2011, 208 PÁGINAS
R$39,90

FÁBIO MARQUESREPÓRTER

Fonte: Diário do Nordeste

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Eu por Eu mesmo - parte 2


A Ponte da autoconfiança




Depois de andar por algum tempo em total escuridão veio um sentimento estranho que me acompanhou por algum tempo, ele parecia-se comigo, mas era meio bipolar, em algumas horas me estimulava a ir em frente, em outras choramingava que queria voltar, seu nome era Coraticum Fobia e por alguma razão estranha eu o seguia. Em um ponto entre um grande abismo e a continuação da viagem, isso mesmo, o ponto entre eles era uma ponte inacabada que eu nunca tinha visto, ele surtou de vez.
“Vamos voltar, é mais seguro no pensamento consciente! Não, sempre em frente, vamos que o caminho ainda é longo!” Ele se contradisse.
“Está escuro demais pra voltar e não tem como atravessar por uma ponte inacabada.” Respondi.
Comecei então a procurar alguém que pudesse me ajudar, ou pelo menos algo que pudesse me ajudar, perto dali havia uma pequena casa de obras, na frente dela um senhor cansado e com cara de experiente estava sentado em uma cadeira lendo o jornal. Fui interpelá-lo sobre o que havia acontecido que não terminaram a ponte.
“Faltou matéria-prima.” Ele respondeu.
“Madeira? Pedras? Mas ali está cheio!” Disse apontando pra casa de obras.
“Não, não, essa não é uma ponte comum, ela teve de ser construída com um material especial que não é fácil de encontrar.”
“Mas que espécie de abismo é esse que não se pode fazer uma ponte comum?”
“Esse é o abismo da insegurança, não se pode seguir viagem sem passar por ele. Tudo culpa daquele ali,” ele apontou pra Coraticum Fobia, “foi ele que fez o abismo!”
Olhei pro sentimento, ele me olhou com convicção e depois abaixou os olhos receoso. Estava começando a entender o que acontecia quando ele resolveu falar.
“Não é minha culpa, tenho dois lados, um é corajoso, o outro é o maior dos covardes. Quanto mais medo maior fica o abismo.”
“E que material é preciso pra terminar a ponte?” Perguntei para o velho.
“Autoconfiança!” Respondeu ele, o que me pareceu muito autoconfiante da parte dele.
“Droga Coraticum, droga. Agora como eu vou passar?”
O sentimento estremeceu, num momento parecia que ia me xingar, no outro estava com aquele olhar apavorado de novo. Comecei a entendê-lo, eu acho, minha primeira sacada de mestre, assim digamos, foi que se ele estava na minha cabeça era um sentimento meu. A segunda foi que ele tinha uma dualidade, foi aí que que descobri que ele era meu medo e minha coragem, óbvio, um não existia sem o outro. Vi naquele sentimento um reflexo de mim, duas versões da mesma pessoa em um único ser, senti saudades e pensei em Eu unicamente naquele momento.
“Não é minha culpa,” ele repetiu, “não posso evitar que isso aconteça. Enquanto brigo comigo mesmo só gera mais e mais insegurança, quando medo e coragem não se dão só podem gerar insegurança!” Ele parecia se dirigir mais ao velho do que a mim. “E eu sou apenas um sentimento, um sentimento dele e ele devia me controlar melhor!”
Agora o sentimento estava me acusando, isso era loucura demais até pra mim, tentei me defender.
“Olha, não me leve a mal Coraticum...”
“No momento sou Fobia, vamos separar os lados por favor.” Ele me interrompeu.
“Que seja, não me leve a mal, mas só vou conseguir controlar meus sentimentos com o tempo...”
“Não me envolva nessa história!” Desta vez o velho interrompeu.
“Ah, cala essa boca velho! Você não é o tempo nem aqui nem do outro lado do córtex cerebral!”
“Está mais corajoso Fobia?” Ele perguntou ao sentimento que duvidava da sua identidade.
“Acho que sou Coraticum agora.”
“Vamos parar com a palhaçada agora!” Eu me senti no direito de interromper.
“Você que começou!” Ambos me acusaram.
Estava cansado daquele aponta daqui aponta de lá, maldito joguinho de empurra empurra que não ajudava em nada e que começou a me subir nos nervos. Nesse ponto confesso que foi falha minha deixar de avisar que meu cachorrinho, um chiuaua marrom chamado Irritação, dormia em cima dos nervos, um mal hábito concordo. Desperto pela confusão ele começou a dar aqueles latidos irritantes que ecam nos tímpanos.
“Quieto Irritação, quietinho, quem é o bebê fofinho? Quem é?”
Não é preciso dizer que essa bajulação de nada adiantou e ele pulou em cima do velho e do sentimento. O pequeno peste escolheu como primeiro alvo a canela do sentimento.
“Larga, por favor, me larga. Cachorrinho bonzinho, larga pelo amor de Deus!” Ele choramingava.
Ele largou, mas abocanhou a barba do velho que havia caído com a investida do cão e não levantara antes da segunda investida do Irritação, começando uma espécie de cabo de guerra em que o velho tentava erguer a cabeça sem levar pendurado nos pelos do rosto o chiuaua. Eu mereço! Tudo eu, tudo eu.
Enchi os pulmões de ar e falei o mais alto que podia.
“Ordem! Ordem! Irritação, já pra casinha, e vocês dois, isso são modos? Tratem de se recompor, onde já se viu dois marmanjos perdendo pra um cachorrinho?!”
Nesse momento me senti cheio de autoconfiança, transbordando até, foi quando Coraticum Fobia começou a se dissolver e a se incorporar a mim. Aquilo foi bizarro, mas de alguma forma me senti bem. O velho, que dizia ser o tempo, foi pegando os blocos de autoconfiança e colando-os ao resto da ponte, me impressionei com a velocidade que ele fazia aquilo. Assim, em pouco mais de duas horas a ponte estava finalizada, e eu estava já estava na ultima passada pra atravessá-la quando o velho me parou.
“Deixe-me te dar um aviso,” usou um tom que pra mim parecia muito experiente em convencer as pessoas, “sempre que você se ligar aos seus sentimentos ficará mais humano. Sua mente é insana demais pra suportar, você é insano demais pra suportar, evite sentir que você chegará até o seu objetivo.”
“Você pirou de vez?” Estava mais do que claro que ele não era o tempo nem de longe. Que pensamento mais idiota, cheguei a pensar outro até, que se fosse mais idiota poderia ter sido meu e guardei a nota mental de fechar bem minha mochila pra ninguém roubar meus pensamentos.
“Se não quiser aceitar azar o seu, o conselho eu dei.”
“Isso é só papo furado, aposto que sem sentimento você não passa nem do próximo obstáculo!” Eu estava segurando Irritação pela coleira pra não atacar o velho.
“Acha mesmo?” Ele perguntou. “Pois bem, aposta aceita.”
“Hã?” Viram, isso sim é pensamento idiota, nada mais idiota que um hã? na hora errada.
“Você disse que apostava, eu disse que aceito. Quem chegar até as ideias primeiro vence, se você ganhar te dou tempo o suficiente para trabalhar, estudar e cuidar de uma família, mas se você perder eu fico com todas as suas ideias que escaparam. Então, topa?”
Aí Coraticum aprontou a primeira depois de incorporado a mim.
“Topo!”
O velho disparou na frente com uma saúde de dar inveja a qualquer maratonista.
Agora eu estava numa corrida contra o tempo, literalmente.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Romance perdido de Saramago chega às livrarias na segunda



'Claraboia' é o novo romance do escritor. Foto: Divulgação

'Claraboia' é o novo romance do escritorFoto: Divulgação
O romance Claraboia, escrito nos anos 50 pelo escritor português José Saramago (1922 - 2010), chega às livrarias do Brasil e de Portugal pela editora Caminho na próxima segunda-feira (17).
Prêmio Nobel de Literatura em 1998, Saramago enviou o esquecido romance para sua editora pouco após escrevê-lo, mas a obra nunca chegou a ser publicada.
Como o escritor português não havia guardado uma cópia do livro, o manuscrito acabou perdido nos arquivos da editora que, na década de 80, encontrou o romance em uma mudança.
Como nos anos 80 o escritor português já era consagrado, a editora demonstrou enorme interesse em publicar o romance. No entanto, Saramago não autorizou a publicação.
Aparentemente, o escritor temia que o romance, escrito há 30 anos, não tivesse nada a ver com ele, embora tenha afirmado posteriormente que ainda se identificava com a obra. Mesmo assim, Saramago insistiu em não publicar, dando opção aos seus herdeiros para que publicassem a obra após sua morte, ocorrida em junho de 2010.
Claraboia aborda a história de uma casa e está escrita com uma linguagem mais convencional do que a maioria das obras posteriores de Saramago.
Apesar de a edição impressa chegar às lojas somente na segunda-feira (17), uma edição digital já está disponível na internet.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.
 
Fonte: Terra

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Autores debatem mudanças didáticas para tornar literatura atrativa na escola

Discussões são realizadas na manhã desta quarta-feira, no 2º dia da Flica.

Para especialistas, professores precisam envolver crianças com narrativa.

Autores debatem mudanças didáticas para tornar literatura atrativa na escola (Foto: Lílian Marques/G1)Autores afirmam que professores estão no centro
das mudanças desejadas (Foto: Lílian Marques/G1)
O segundo dia da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica 2011), nesta quarta-feira (12), começou por volta das 10h no Conjunto do Carmo, na Praça da Aclamação. Mediada pelo assessor especial da Secretaria de Educação da Bahia, Nildon Pitombo, a mesa “Paradidáticos e sua Importância para a Educação” levantou debates sobre o conteúdo dos livros usados nas escolas brasileiras e formas de despertar o interesse dos alunos pela literatura.
Participaram da discussão o historiador baiano, diretor geral da Fundação Pedro Calmon (FPC) e membro da Academia de Letras da Bahia, Ubiratan Castro, o escritor, pedagogo e membro da Academia de Letras de Ilhéus, Pawlo Cidade, e o engenheiro, pesquisador e presidente dao Comitê de autores da Câmara Baiana de Livro, Silvino Bastos.
O local da palestra ficou lotado. De acordo com a assessoria do evento, todas as mesas da Flica tiveram as inscrições esgotadas. O auditório tem capacidade para 250 pessoas sentadas. A organização da Flica informou que só vai divulgar o número de pessoas que circularam pela festa após o fim do evento, no domingo (16).
O historiador Ubiratan Castro começou a discussão da mesa falando da importância de retratar a história nos livros didáticos e paradidáticos.“Cultura passa distante dos currículos escolares. Parece que cultura é só o que a lei determina. Não gosto muito da palavra paradidático, prefiro trabalhar com o conceito de literatura científica, que é aquele que apresenta o resultado e o método usado na pesquisa. Só há ciência quando se mostra como foi feito o estudo, como se chegou ao resultado apresentado. Hoje, o trabalho de um historiador é o de um cientista”, diz.

“Existe uma outra forma de apresentar uma recomposição do passado. O grande desafio do autor é a narrativa literária. Os historiadores estão amarrados às pesquisas, às fontes. A literatura pauta a perseguição da beleza, da palavra que seduz e conquista. O autor tem a licença de compor de modo a cativar o leitor”, observa.
Para Castro, uma dos pontos que podem mudar a literatura escolar, na junção dos didáticos com paradidáticos, é a narrativa, a linguagem usada pelos autores. Segundo ele, a narrativa histórica se caracteriza pela fidelidade às fontes.
Para o pesquisador Silvino Bastos, toda criança deve ser motivada a ler. Hoje, segundo ele, os livros competem com atrativos como jogos eletrônicos, as novas tecnologias e a internet. Bastos observa que o paradidático tem uma função importante na educação e que a ponte com o didático pode tornar as assuntos de sala de aula mais interessantes. “A importância é cobrir essa diferença entre dois mundos. É um campo sem fim a ser explorado. Eu posso usar a literatura para passar conhecimento. O livro paradidático entra nesse campo da ciência. Por que não divertir e instruir ao mesmo tempo?”, indaga.
O professor e escritor Pawlo Cidade levantou a discussão de que o professor é agente fundamental nesse processo de mudança, de tornar interessante o material e os métodos usados em sala de aula. Cidade fez uma breve demostração do que pode ser feito durante uma brincadeira com o público presente na Flica na manhã desta quarta-feira. Ele usou o texto de uma fábula para estimular os presentes com respostas dadas através de expressão oral e gestos. Em poucos minutos, o que se viu foi um público interado e envolvido com a brincadeira.
“Talvez não tenhamos paradidáticos daqui a alguns anos. A revolução deve passar pelo professor. É preciso se sensibilizar para depois sensibilizar. É dessa forma que trabalho com os meus alunos. É necessário também que o professor goste do que faz. Do contrário, não vai conseguir 'tocar' o aluno. A escola ainda não conseguiu se transformar em um polo produtor de leitores. Isso é preciso”, analisa.
Dia de palestras
Às 15h, o historiador Ubiratan Castro volta à Flica na mesa “As Primeiras Vilas da Bahia”, onde divide as discussões com o público e o curador do evento, Aurélio Shommer. Também nesta quarta-feira, às 19h, será realizado o debate “Contos: síntese e completude”, com o cientista, romancista e dramaturgo Ronaldo Correia de Brito e o escritor Marcelino Freire. O mediador será Aurélio Shommer.
Na programação musical, a banda Baiana System se apresenta no palco Cachoeira, na orla da cidade, a partir das 22h.
Paralelamente à programação oficial, foi realizada pela manhã a contação de história para o público infantil por Iray Galvão, no Toldo da Palavra. Às 14h, tem a apresentação do Coral do Setre, na Ordem Terceira do Carmo. Às 17h, Ubiratan Castro faz uma contação de histórias no espaço Pouso da Palavra, na Praça da Aclamação de Cachoeira. A partir das 18h, no mesmo local, José Inácio Vieira de Melo autografa a obra 50 Poemas Escolhidos. Às 19h, será realizado um recital de poesia pelo grupo Concriz, também no Pouso da Palavra.

Fonte: G1

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